Contaminação do óleo hidráulico: saiba como controlar

A contaminação do óleo hidráulico e seus sistemas é um problema sério, que representa a principal falha hidráulica nas indústrias. Evoluindo gradualmente, essa causa o comprometimento da vida útil dos equipamentos, exige trocas mais frequentes de peças e fluidos, requer maiores gastos de manutenção e gera até mesmo falhas catastróficas. Informe-se sobre como proteger seus equipamentos e controlar a contaminação do óleo hidráulico. Vejamos a seguir:

Contaminantes mais comuns do óleo hidráulico

A contaminação do óleo hidráulico consiste em um processo lento e gradual, muitas vezes despercebido, que causa cada vez mais perda de eficiência e produtividade com o passar do tempo. Em sistemas hidráulicos contaminados, por exemplo, pode haver perda de eficiência de até 20% antes que se constate o problema, o que representaria um dia de produtividade desperdiçado por semana.

Partículas pequenas, com tamanho de 1 a 5 micras, são os mais perigosos agentes contaminadores para sistemas atuais. Em razão do tamanho das folgas desses sistemas, partículas de tal dimensão podem dar início a desgastes prematuros e a perda de eficiência, mesmo em pequena quantidade. Existem diversas formas de agentes contaminadores. Alguns dos tipos mais frequentes são:

  • Poeira
  • Ar
  • Água
  • Areia
  • Tinta
  • Graxa
  • Calor
  • Cinza de cigarro
  • Partículas metálicas de desgaste
  • Fibras de tecido (geralmente desprendidas de panos de limpeza)

Níveis máximos permitidos de contaminação do óleo hidráulico

Além de promover a remoção de partículas indesejadas, a água por si só é um contaminante, que, como todos os outros, deve ser eliminado. Em situações de contaminação dessa natureza, a água pode estar em estado dissolvido ou em estado “livre” (ou emulsificado), no qual se encontra acima do ponto de saturação de um dado fluido, ou seja, esse fluido não é mais capaz de dissolver ou reter a água. Os pontos típicos de saturação se dividem conforme o tipo do fluido, de acordo com a informação a seguir:

  • Fluido hidráulico – 300 ppm (partes por milhão) ou 0,03% de concentração
  • Fluido lubrificante – 400 ppm ou 0,04% de concentração
  • Fluido de transformador – 50 ppm ou 0,005% de concentração

Partículas contaminantes podem penetrar em um sistema de fluido fechado em diversos momentos, sendo os principais:

  • Na montagem do componente/máquina.
  • No armazenamento ou no transporte do óleo novo.
  • Na manutenção, quando o sistema está aberto para reparos ou trocas de óleo.
  • Na operação da máquina.

Como controlar a contaminação do óleo hidráulico

Sistemas hidráulicos atuais possuem tempos de ciclo e folgas entre as superfícies metálicas internas reduzidas, ao passo que a pressão, a potência e a força de escavação são maiores. Todos esses aspectos tornaram os equipamentos atuais mais produtivos e fáceis de operar; porém, estão mais sujeitos à contaminação do óleo hidráulico, exigindo-se maior necessidade de limpeza nos sistemas de fluido ao longo da vida útil do maquinário.

Confira algumas medidas para controle e prevenção da contaminação do óleo hidráulico:

  • Limpeza total do sistema antes do início da operação.
  • Filtragem de todo o fluido antes de colocá-lo no reservatório.
  • Aplicação de tampões em mangueiras e manifolds durante uso e manutenção.
  • Armazenagem adequada dos tambores de óleo em locais livres de poeira e limpos.
  • Proteção dos tambores de óleo com tampas adequadas após serem abertos.
  • Conservação das peças de substituição em sua embalagem original até o momento da montagem.
  • Análises periódicas do estado de pureza do óleo.
  • Conservação da temperatura ideal (troca de correias de ventoinhas gastas, limpeza interna, etc.).

Conclusão

A filtragem e a microfiltragem do óleo hidráulico são ferramentas essenciais para evitar a contaminação do óleo hidráulico e seus sistemas. Tais procedimentos consistem na passagem do óleo por um conjunto de filtros que eliminam os agentes contaminantes, garantindo a limpeza e o bom estado do fluido.  

Essas técnicas ampliam a vida útil de componentes, reduzem o tempo de paradas e aumentam a disponibilidade dos sistemas hidráulicos, elevando ao máximo a sua performance. Logo, esses métodos são o investimento certo para reduzir custos de operação e evitar falhas e intervenções corretivas em seus negócios.

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